Rádios e TVs devem ser equidistantes e imparciais durante eleições, afirma TSE
O caso envolve o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, ao confirmar o arquivamento de processo relacionado à cobertura midiática, reiterou que rádios e TVs com outorga pública têm o dever de manter equidistância e imparcialidade na comunicação de campanhas eleitorais. Embora permitida a crítica a candidatos, a imprensa deve evitar facilitar a vantagem de um concorrente em detrimento de outro, assegurando tratamento isonômico aos contendores.
Essa decisão reforça o entendimento de que veículos com concessão pública atuam como agentes públicos na função de informar e fiscalizar, devendo observar as regras de neutralidade. O acórdão demonstra que desvios do modelo de cobertura podem levar a questionamentos administrativos ou legais, sem impedir críticas procedentes desde que não configurem desequilíbrio disseminado.
Para o cidadão comum, a notícia impacta diretamente a qualidade e a confiabilidade das informações consumidas durante campanhas. A orientação institucional protege a igualdade de oportunidades entre candidatos e, consequentemente, o direito do eleitor de formar a própria opinião com base em conteúdos equitativos e verificáveis.
tips_and_updates O que fazer
Se você estiver numa situação parecida ou quiser se proteger:
- Passo concreto 1 — preste atenção se a emissora está tratando todos os candidatos de forma igual, sem favorecer ninguém.
- Passo concreto 2 — registre situações de desequilíbrio com data, horário e conteúdo para poder registrar reclamações.
- Passo concreto 3 — utilize canais oficiais (ouvidoria da emissora, Justiça Eleitoral) para formalizar denúncias quando houver desequilíbrio.
- Passo concreto 4 — busque fontes alternativas para checar informações e evitar depender de uma única emissora.