A fila de espera por benefícios do INSS caiu para o menor nível em 21 meses, mas o uso de robôs nas análises preocupa por possíveis erros e exclusão digital de segurados. A automação, embora agilize processos, pode prejudicar quem não tem acesso à internet ou enfrenta dificuldades com sistemas digitais.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou que a fila de espera por benefícios, como aposentadorias e pensões, atingiu o menor patamar em 21 meses. No entanto, a redução foi impulsionada pela automação de análises, com uso de robôs que processam pedidos sem intervenção humana. Essa tecnologia, embora eficiente, levanta preocupações sobre transparência e possibilidade de erros nas decisões.
De acordo com especialistas, a automação pode falhar ao não considerar particularidades de cada caso, gerando indeferimentos indevidos. Além disso, a falta de transparência nos critérios utilizados pelos robôs dificulta que o segurado entenda o motivo de uma negativa. A situação é agravada pela exclusão digital: muitos idosos e pessoas de baixa renda não têm acesso fácil à internet para acompanhar ou contestar decisões.
Para o cidadão comum, isso significa que, embora a fila esteja menor, é essencial ficar atento aos prazos e à documentação. Quem depende de benefícios previdenciários pode ser prejudicado por erros automatizados, sem saber como recorrer. A orientação é buscar auxílio presencial em agências do INSS ou contar com a ajuda de um advogado especializado em caso de negativa.
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