A partir de 2026, novas regras do crédito consignado do INSS aumentam a proteção contra fraudes, mas dificultam o acesso ao crédito para milhões de aposentados e pensionistas. As medidas incluem biometria e limites mais rígidos, gerando reclamações de exclusão financeira.
O crédito consignado do INSS passou por mudanças significativas em 2026, com o objetivo de coibir fraudes e práticas abusivas. As novas regras, implementadas pelo Conselho Nacional de Previdência Social, exigem biometria obrigatória e margem consignável mais restrita para novos contratos. A medida visa proteger segurados, mas já gera polêmica entre entidades de defesa do consumidor.
As alterações preveem que apenas instituições financeiras credenciadas poderão oferecer o crédito, com taxas de juros limitadas e prazo máximo de 84 parcelas. Além disso, o valor das parcelas não pode exceder 35% do benefício, sendo 5% reservados para cartão de crédito consignado. A portabilidade entre bancos foi mantida, mas com novas exigências documentais.
Para o cidadão comum, as novas regras representam um duplo impacto: por um lado, reduzem o risco de golpes e endividamento excessivo; por outro, dificultam o acesso ao crédito para quem precisa de dinheiro rápido. Aposentados e pensionistas de baixa renda podem ser os mais afetados, pois a burocracia extra e a exigência de biometria podem excluir quem tem dificuldade de locomoção ou acesso à tecnologia.
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