Um empresário de Criciúma, Santa Catarina, acumulou prejuízo de R$ 1,8 milhão com cheques sem fundo e gravou um vídeo de desabafo. O caso expõe os riscos de aceitar cheques como forma de pagamento e a dificuldade de receber valores elevados na Justiça.
Maykon Patricio Flores, dono da Repasse Criciumense, empresa do ramo automotivo em Criciúma (SC), publicou um vídeo nas redes sociais desabafando sobre um prejuízo milionário com cheques. Ele afirma ter acumulado R$ 1,8 milhão em cheques sem fundo, o que levou a empresa a uma crise financeira. O caso ilustra a fragilidade do cheque como título de crédito e as dificuldades de cobrança judicial no Brasil.
Do ponto de vista legal, o cheque é uma ordem de pagamento à vista e, quando devolvido por falta de fundos, pode gerar ação de execução ou monitória. No entanto, na prática, a recuperação do valor é demorada e incerta. O empresário pode ainda registrar boletim de ocorrência por estelionato, se houver indícios de dolo. A lentidão do Judiciário e a possibilidade de o devedor não ter bens penhoráveis são obstáculos comuns.
Para o cidadão comum, o caso serve de alerta: aceitar cheques, especialmente de terceiros ou de empresas desconhecidas, envolve riscos. A recomendação é buscar meios de pagamento mais seguros, como transferências eletrônicas ou cartão de crédito. Se for inevitável usar cheque, exija garantias adicionais, como avalistas ou cláusulas de protesto extrajudicial.
Se você estiver numa situação parecida ou quiser se proteger:
Veja guias práticos de Empresarial para situações reais.
Tem uma situação que não encontrou aqui? Quer sugerir um guia ou dar feedback? Adoramos ouvir.
Este site usa cookies para análise de visitas. As informações publicadas têm finalidade exclusivamente informativa e não constituem consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registado na OAB para seu caso específico.
Digite para buscar entre 32 situações jurídicas