O STJ está analisando a legalidade dos aluguéis de curta temporada, como os feitos por plataformas digitais. A decisão pode afetar milhões de brasileiros que utilizam ou oferecem esse tipo de hospedagem. O julgamento define se essas locações devem seguir regras de hotéis ou de contratos de aluguel comum.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar um caso que pode mudar as regras dos aluguéis de curta temporada no Brasil. A ação envolve a legalidade dessas locações, especialmente as realizadas por plataformas como Airbnb. Uma única empresa do setor movimentou mais de R$ 113 bilhões no país em 2025, mostrando o tamanho do impacto econômico e social da decisão.
O tribunal precisa decidir se os aluguéis de curta temporada devem ser tratados como contratos de hospedagem (sujeitos a regras de hotéis) ou como contratos de locação por temporada (regidos pela Lei do Inquilinato). A diferença é crucial: se for considerado hospedagem, os proprietários precisarão de alvará, pagarão mais impostos e terão que seguir normas de segurança e vigilância sanitária. Se for locação, as regras são mais flexíveis, mas o locador pode ter menos proteção em caso de problemas.
Para o cidadão comum, a decisão pode afetar tanto quem aluga um imóvel para passar férias quanto quem oferece seu apartamento para hóspedes. Se a regra for de hospedagem, os preços podem subir e a oferta diminuir, mas os hóspedes terão mais direitos (como cancelamento e segurança). Se for locação, a informalidade pode continuar, mas com menos garantias para ambas as partes. O julgamento ainda não terminou, mas é importante acompanhar.
Se você estiver numa situação parecida ou quiser se proteger:
Veja guias práticos de Imobiliário para situações reais.
Tem uma situação que não encontrou aqui? Quer sugerir um guia ou dar feedback? Adoramos ouvir.
Este site usa cookies para análise de visitas. As informações publicadas têm finalidade exclusivamente informativa e não constituem consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registado na OAB para seu caso específico.
Digite para buscar entre 32 situações jurídicas