O Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que limita a interposição de recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida, defendida pelo próprio tribunal, pode reduzir o número de processos e acelerar julgamentos, mas também pode dificultar o acesso à Justiça em causas de menor valor, como ações previdenciárias e de consumo.
O Congresso Nacional aprovou, em pouco mais de um mês, um projeto de lei que restringe a possibilidade de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A proposta, de autoria do próprio STJ, visa desafogar a corte, que atualmente recebe milhares de recursos anualmente. A aprovação ocorreu em ambas as Casas legislativas e agora segue para sanção presidencial.
A nova lei altera o Código de Processo Civil (CPC) e a Lei dos Juizados Especiais, estabelecendo que apenas causas com valor superior a 500 salários mínimos poderão ser levadas ao STJ por meio de recurso especial. Além disso, serão exigidos requisitos mais rígidos de repercussão geral para admissibilidade dos recursos. A medida também limita a atuação do tribunal em matérias repetitivas, que passarão a ser decididas em instâncias inferiores.
Para o cidadão comum, a mudança pode ter impacto significativo em ações de previdência social, direito do consumidor e indenizações. Processos de menor valor, como revisões de benefícios do INSS ou reclamações contra empresas de telefonia, poderão ter seu acesso ao STJ restrito, o que pode prolongar ou inviabilizar a tramitação de recursos. Por outro lado, a medida pode acelerar o julgamento de causas de maior relevância social e econômica.
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