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Empresário acusado de estupro contra estudante de medicina é absolvido na Justiça

O Tribunal de Justiça de São Paulo reverteu a condenação de um empresário acusado de estuprar uma estudante de medicina, absolvendo-o por falta de provas. A decisão destaca a importância do contraditório e do devido processo legal, mas também levanta preocupações sobre a proteção das vítimas de violência sexual.

Empresário acusado de estupro contra estudante de medicina é absolvido na Justiça

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) absolveu um empresário que havia sido condenado em primeira instância a oito anos de prisão pelo crime de estupro contra uma estudante de medicina. A decisão, proferida pela 4ª Câmara de Direito Criminal, entendeu que não havia provas suficientes para manter a condenação, aplicando o princípio do in dubio pro reo (na dúvida, a favor do réu). O caso ganhou repercussão por envolver uma vítima jovem e por ter sido amplamente divulgado na mídia.

Segundo o acórdão, as provas apresentadas pela acusação foram consideradas frágeis, baseadas principalmente no depoimento da vítima, sem corroboração material ou testemunhal consistente. A defesa argumentou que as relações foram consensuais, e o tribunal acolheu a tese de que não havia elementos para comprovar a violência ou grave ameaça, elementos essenciais para a configuração do crime de estupro. A decisão reforça a necessidade de provas robustas em casos de crimes sexuais, o que pode gerar debates sobre a dificuldade de comprovação nesses delitos.

Para o cidadão comum, essa decisão mostra que, embora a Justiça busque punir crimes graves, a absolvição por falta de provas é uma realidade. Isso não significa que as vítimas não devam denunciar; pelo contrário, é fundamental que busquem coleta de provas imediata (como exames de corpo de delito, testemunhas e mensagens) e apoio jurídico especializado. A decisão também destaca a importância de políticas públicas que facilitem a produção de provas em casos de violência sexual, como a criação de delegacias especializadas e o acolhimento humanizado das vítimas.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você estiver numa situação parecida ou quiser se proteger:

  • Denuncie imediatamente — vá à delegacia mais próxima ou à Delegacia da Mulher (se houver) para registrar o boletim de ocorrência. Quanto antes, melhor para preservar provas.
  • Preserve as provas — não lave as roupas, não tome banho imediatamente e guarde mensagens, áudios ou vídeos que possam comprovar a violência. Solicite exame de corpo de delito no IML.
  • Busque apoio jurídico e psicológico — entre em contato com a Defensoria Pública (se não tiver advogado) ou com organizações de apoio à vítima, como o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM).
  • Informe-se sobre a lei — o crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal. Em caso de dúvidas, consulte um advogado especializado em direito criminal.
  • Não se cale — mesmo que a decisão judicial seja desfavorável, denunciar é um ato de cidadania que pode ajudar a evitar que o agressor cometa novos crimes.
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#TJSP#Estupro#Absolvição#Provas#DireitoCriminal#ViolênciaSexual
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

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