O ECA completa 36 anos, consolidando avanços na proteção de crianças e adolescentes no Brasil. A lei contribuiu para ampliar o acesso à educação, reduzir o trabalho infantil e fortalecer políticas públicas. Cidadãos devem conhecer seus direitos e canais de denúncia.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/1990, completa 36 anos em 13 de julho de 2026, consolidando-se como um dos principais marcos legais de proteção à infância e juventude no Brasil. Desde sua criação, o ECA estabeleceu uma rede de garantias fundamentais, como o direito à vida, saúde, alimentação, educação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária. A legislação também criou os Conselhos Tutelares e os Conselhos de Direitos, órgãos essenciais para a fiscalização e promoção desses direitos.
Entre os avanços mais significativos estão a redução do trabalho infantil, que caiu de 8,4 milhões (1992) para cerca de 1,8 milhão (2025), e o aumento da taxa de escolarização, que ultrapassou 95% para crianças de 6 a 14 anos. O ECA também inovou ao tratar crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, em condição peculiar de desenvolvimento, e ao priorizar medidas socioeducativas em vez de punições para adolescentes em conflito com a lei. No entanto, desafios persistem, como a violência doméstica, a exploração sexual e a desigualdade no acesso a políticas públicas.
Para o cidadão comum, o ECA representa uma ferramenta poderosa de proteção. Qualquer pessoa pode acionar o Conselho Tutelar ao suspeitar de violação de direitos de crianças e adolescentes, como maus-tratos, negligência ou trabalho infantil. Além disso, a lei garante prioridade absoluta no atendimento em serviços públicos, como saúde e educação. Conhecer o ECA é o primeiro passo para exigir esses direitos e contribuir para uma sociedade mais justa.
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