Uma análise da colunista Madeleine Lacsko na Gazeta do Povo aponta contradição nas famílias brasileiras: defendem a liberdade na internet, mas pedem controle governamental para proteger os filhos. A autora critica a transferência de responsabilidade para o Estado sem capacitar as famílias.
A colunista Madeleine Lacsko, em artigo na Gazeta do Povo, discute a aparente contradição das famílias brasileiras: enquanto defendem a liberdade de expressão e o acesso irrestrito à internet, também demandam que o governo controle o conteúdo online para proteger crianças e adolescentes. A autora argumenta que pedir que a família proteja os filhos sem capacitá-la é apenas transferir culpa, destacando a falta de políticas públicas de educação digital.
O debate envolve o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que já preveem mecanismos de proteção, mas dependem de implementação efetiva. Lacsko critica a ideia de que o governo deve filtrar conteúdos, lembrando que a liberdade de expressão é um direito fundamental e que o controle estatal pode abrir brechas para censura.
Para o cidadão comum, a discussão impacta diretamente o dia a dia: como equilibrar a proteção dos filhos sem abrir mão da liberdade online. A falta de educação digital nas escolas e em casa deixa as famílias despreparadas para lidar com riscos como cyberbullying, exposição a conteúdos impróprios e golpes virtuais. A solução, segundo a autora, passa por capacitar pais e responsáveis, não por entregar o controle ao governo.
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