Um artigo da Gazeta do Povo critica o uso excessivo de decretos pelo governo para regulamentar matérias que deveriam ser decididas pelo Congresso. A prática desequilibra os poderes e pode afetar direitos dos cidadãos.
Um artigo publicado na Gazeta do Povo, pelo Instituto Sivis, alerta para o risco de o governo federal governar por decreto, invadindo competências do Legislativo. A crítica se baseia no princípio da separação dos poderes, previsto na Constituição, que reserva ao Congresso a deliberação sobre leis que afetam direitos e deveres dos cidadãos. Decretos presidenciais são instrumentos válidos para regulamentar leis existentes, mas não podem criar novas obrigações ou restrições sem aprovação parlamentar.
O artigo destaca que, ao editar decretos que extrapolam a função regulamentar, o governo desequilibra o sistema de freios e contrapesos, essencial para a democracia. Exemplos recentes incluem medidas que alteram regras trabalhistas, tributárias ou ambientais sem o devido debate legislativo. Essa prática pode gerar insegurança jurídica, pois decretos podem ser contestados no Judiciário e até declarados inconstitucionais.
Para o cidadão comum, o excesso de decretos significa que regras importantes podem mudar sem ampla discussão pública, afetando direitos como condições de trabalho, acesso a benefícios ou proteção ambiental. É importante acompanhar as decisões do governo e cobrar dos parlamentares que exerçam seu papel de fiscalização. A participação em audiências públicas e o contato com representantes eleitos são formas de garantir que a lei reflita a vontade popular.
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