Especialistas alertam que milícias e facções criminosas estão 'colonizando' o Estado no Rio de Janeiro, controlando territórios e influenciando eleições. O fenômeno, chamado de 'territorialização do voto', ameaça a democracia e a segurança jurídica. Cidadãos podem denunciar e exigir ações das autoridades.
Uma reportagem da Folha de S.Paulo revela como milícias e facções criminosas vêm ampliando seu poder político no Rio de Janeiro, em um processo que especialistas chamam de 'colonização do Estado pelo crime'. Grupos armados controlam territórios, coagem eleitores e financiam candidaturas, distorcendo o processo democrático. A situação envolve crimes eleitorais, como compra de votos e uso de violência, e organização criminosa, prevista na Lei 12.850/2013.
O fenômeno da 'territorialização do voto' significa que o crime organizado não apenas domina áreas geográficas, mas também captura instituições políticas locais, como câmaras municipais e prefeituras. Isso fragiliza o Estado de Direito, pois agentes públicos eleitos podem atuar em benefício de grupos criminosos. A Justiça Eleitoral e o Ministério Público têm investigado casos, mas a complexidade do problema exige ações coordenadas entre polícia, tribunais e sociedade.
Para o cidadão comum, o impacto é direto: comunidades inteiras ficam reféns de milícias, que cobram taxas ilegais por serviços básicos como gás e internet, e impõem regras paralelas. A segurança pública se deteriora, e a confiança nas instituições diminui. É fundamental que a população denuncie irregularidades e cobre transparência nas eleições, para que o voto não seja sequestrado pelo crime.
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