A Polícia Federal investiga um esquema que utilizou biometria falsa por 10 anos para obter fraudulentamente o Benefício de Prestação Continuada (BPC), causando prejuízo de R$ 436 mil. O caso expõe fragilidades no sistema de verificação biométrica do INSS e alerta cidadãos sobre a importância de proteger seus dados.
A Polícia Federal deflagrou operação para desarticular um esquema criminoso que, por aproximadamente 10 anos, utilizou biometria falsa para fraudar a concessão de Benefícios de Prestação Continuada (BPC) do INSS. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 436 mil. A investigação aponta que os fraudadores inseriam digitais falsas no sistema de cadastro, permitindo que pessoas sem direito ao benefício recebessem valores indevidos.
O BPC é um benefício assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. A fraude envolve crime de estelionato previdenciário, com pena de reclusão de 2 a 7 anos, além de multa. A PF busca identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los criminalmente, podendo também gerar ações de ressarcimento ao erário.
Para o cidadão comum, o caso reforça a necessidade de proteger dados biométricos e monitorar benefícios em seu nome. Qualquer irregularidade no recebimento de benefícios pode gerar cobranças futuras e até mesmo acusações indevidas. É fundamental que segurados do INSS verifiquem periodicamente seu extrato previdenciário e comuniquem imediatamente qualquer suspeita de fraude.
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