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newspaper Criminal calendar_today 27/07/2026 public oglobo.globo.com visibility 2 visualizações

Policiais condenados pela morte de Amarildo continuam na PM após prescrição

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro extinguiu o processo administrativo contra policiais militares condenados pela tortura e morte do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, ocorrida em 2013. Com a prescrição, eles permanecem na corporação, gerando indignação e questionamentos sobre a responsabilização de agentes do Estado.

Policiais condenados pela morte de Amarildo continuam na PM após prescrição

O caso Amarildo, que chocou o Brasil em 2013, teve um novo desfecho jurídico: o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) declarou a prescrição do processo administrativo disciplinar contra os policiais militares condenados criminalmente pela tortura e morte do ajudante de pedreiro. Com isso, os agentes continuam na ativa na Polícia Militar, mesmo após condenação na esfera criminal. A decisão baseou-se no fato de que o processo administrativo não foi concluído dentro do prazo legal, o que levou à extinção da punibilidade administrativa.

Do ponto de vista legal, a prescrição é a perda do direito de punir do Estado pelo decurso do tempo. No âmbito administrativo, o prazo para conclusão do processo é de 5 anos, contados a partir do conhecimento do fato. Como o processo demorou mais que isso, os policiais não puderam ser expulsos. Essa situação expõe uma lacuna no sistema de responsabilização de agentes públicos, pois a condenação criminal não implica automaticamente na perda do cargo, dependendo de processo administrativo próprio.

Para o cidadão comum, essa decisão reforça a sensação de impunidade e fragilidade dos mecanismos de controle interno das polícias. Quando agentes do Estado condenados por crimes graves permanecem em funções de segurança pública, a confiança nas instituições é abalada. O caso serve de alerta para a importância de se exigir transparência e celeridade nos processos disciplinares, além de reforçar a necessidade de reformas que impeçam que a prescrição beneficie acusados de violações de direitos humanos.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você estiver numa situação parecida ou quiser se proteger:

  • Denuncie imediatamente — Se for vítima ou testemunha de violência policial, registre ocorrência na delegacia e procure a Ouvidoria da Polícia ou o Ministério Público.
  • Busque provas — Guarde fotos, vídeos, nomes de testemunhas e números de identificação dos policiais. Isso pode ser crucial para processos criminais e administrativos.
  • Acompanhe prazos — Em processos administrativos, prazos são essenciais. Cobrar celeridade das autoridades pode evitar a prescrição.
  • Procure apoio jurídico — Organizações como a Defensoria Pública e ONGs de direitos humanos podem orientar e acompanhar seu caso.
  • Exerça pressão social — Compartilhe informações, participe de audiências públicas e apoie projetos de lei que fortaleçam a responsabilização de agentes públicos.
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#CasoAmarildo#Prescricao#PoliciaMilitar#DireitosHumanos#Impunidade#Justica
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

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