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newspaper Trabalhista calendar_today 15/07/2026 public conjur.com.br visibility 1 visualizações

Renúncia ao trabalho durante afastamento psicológico é inválida

O TRT-3 anulou a renúncia ao emprego de uma trabalhadora com esquizofrenia, considerando-a inválida por vício de consentimento. A decisão reforça a proteção de empregados em tratamento psiquiátrico e determina a reintegração ao cargo.

Renúncia ao trabalho durante afastamento psicológico é inválida

O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3) anulou a renúncia ao emprego de uma mulher diagnosticada com esquizofrenia, que estava em afastamento psicológico no momento da demissão. A decisão considerou que a trabalhadora não tinha condições de manifestar vontade livre e consciente, configurando vício de consentimento. O tribunal determinou a reintegração ao cargo e o pagamento dos salários do período de afastamento.

A renúncia foi feita durante o tratamento psiquiátrico, quando a empregada estava sob medicação e apresentava sintomas da doença. O TRT-3 entendeu que o estado de vulnerabilidade psicológica comprometeu a validade do ato, aplicando o artigo 171 do Código Civil, que trata dos defeitos do negócio jurídico. A decisão também se baseou na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário.

Para o cidadão comum, a decisão representa um importante precedente: empregados em tratamento psiquiátrico não podem ser pressionados a pedir demissão ou renunciar a direitos. A proteção se estende a qualquer pessoa com transtorno mental que esteja em situação de vulnerabilidade. Se você ou um familiar estiver nessa condição, saiba que a lei protege contra atos praticados sem plena consciência.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você estiver numa situação parecida ou quiser se proteger:

  • Não assine nenhum documento de demissão ou renúncia durante tratamento psiquiátrico — consulte um advogado antes de tomar qualquer decisão trabalhista.
  • Guarde todos os laudos e receitas médicas — eles comprovam o estado de saúde e podem ser usados como prova em ação judicial.
  • Comunique imediatamente o empregador sobre o afastamento — entregue o atestado e solicite o benefício previdenciário, se for o caso.
  • Busque apoio jurídico gratuito — procure a Defensoria Pública da União ou sindicato da sua categoria para orientação.
  • Registre qualquer pressão para pedir demissão — anote datas, horários e testemunhas, pois isso pode configurar assédio moral.
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#TRT-3#Renúncia#Esquizofrenia#AfastamentoPsicológico#Reintegração#DireitoTrabalhista
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

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