O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu encerrar a chamada Revisão da Vida Toda, que permitia a aposentados recalcular o benefício considerando todas as contribuições previdenciárias desde 1994. A decisão impacta quem já havia entrado com ação ou ainda planejava pedir a revisão. Saiba o que muda e quais passos tomar.
O Supremo Tribunal Federal (STF) colocou um ponto final na chamada Revisão da Vida Toda do INSS. Essa tese permitia que aposentados recalculassem o valor de seus benefícios considerando todas as contribuições feitas desde julho de 1994, e não apenas as mais recentes. A decisão foi tomada no julgamento dos embargos de declaração do Tema 1.102, em que a Corte reafirmou a validade da regra de transição da Lei 9.876/99, que exclui contribuições anteriores a 1994 para quem se filiou ao INSS antes dessa data.
Com o fim da revisão, apenas os segurados que já obtiveram decisão judicial favorável e transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) poderão manter o benefício recalculado. Quem ainda não tinha ação ou teve pedido negado definitivamente não poderá mais pleitear a revisão. O STF também modulou os efeitos da decisão, determinando que os processos em andamento até a data do julgamento (março de 2024) devem seguir a tese original, mas novas ações não serão aceitas.
Para o cidadão comum, isso significa que a janela para pedir a Revisão da Vida Toda se fechou. Aposentados que esperavam um aumento no benefício com base nessa tese precisam buscar outras alternativas legais, como revisões de outros erros de cálculo ou concessão. O INSS, por sua vez, deve se preparar para cumprir as decisões já favoráveis, mas não há mais possibilidade de novos pedidos administrativos ou judiciais com base nesse fundamento.
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