O aluguel residencial subiu 5,24% no primeiro semestre de 2025, superando a inflação medida pelo IPCA e IGP-M. A demanda aquecida mantém os preços elevados nas principais capitais brasileiras, pressionando o orçamento dos inquilinos.
O mercado de aluguel residencial no Brasil registrou alta acumulada de 5,24% no primeiro semestre de 2025, conforme levantamento do FipeZAP. O índice supera a inflação oficial (IPCA) e o IGP-M, indicador tradicionalmente usado para reajustes contratuais. As maiores altas ocorreram em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, impulsionadas pela demanda aquecida e pela oferta limitada de imóveis.
Para o inquilino, o aumento significa que o orçamento mensal com moradia fica mais apertado. Embora a lei do inquilinato (Lei 8.245/91) não fixe um índice obrigatório de reajuste, a maioria dos contratos adota o IGP-M ou o IPCA. Com a alta do aluguel superando esses índices, os reajustes anuais podem ser ainda mais pesados, especialmente se o contrato prever revisão pelo mercado. Além disso, a renovação do contrato pode ser um momento de negociação delicada.
Para o cidadão comum, a notícia reforça a importância de planejar o orçamento e conhecer os direitos como inquilino. Quem está procurando imóvel para alugar deve pesquisar bastante e considerar regiões menos centrais. Já quem já tem contrato deve ficar atento ao índice de reajuste e à data de vencimento, para evitar surpresas. A alta do aluguel impacta diretamente a capacidade de poupança e pode levar ao endividamento se não houver controle financeiro.
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