Documentos apresentados na Justiça revelam que o Banco Master transferiu R$ 5,7 bilhões em créditos atípicos antes de sua liquidação, manobra que pode configurar fraude. O Banco Central já havia detectado irregularidades meses antes. A situação preocupa correntistas e credores, que podem ter dificuldades para recuperar valores.
O Banco Master realizou uma transferência de R$ 5,7 bilhões em créditos considerados atípicos pelo Banco Central meses antes de sua liquidação, conforme documentos apresentados pelo liquidante na Justiça. A manobra contábil, que envolveu a venda desses créditos para outras instituições, levantou suspeitas de fraude e gestão temerária. O caso está sob investigação do Ministério Público e do Banco Central, que já haviam identificado as operações como irregulares.
As implicações legais são graves: a transferência de créditos duvidosos pode configurar crime contra o sistema financeiro nacional e ocultação de patrimônio. A Lei 7.492/86 (Crimes contra o Sistema Financeiro) prevê penas de reclusão para gestores que realizam operações fraudulentas. Além disso, a Lei de Falências (Lei 11.101/2005) permite a desconsideração da personalidade jurídica para responsabilizar administradores por dívidas da instituição.
Para o cidadão comum, o caso reforça a importância de diversificar investimentos e verificar a saúde financeira de instituições bancárias. Correntistas e investidores do Banco Master podem ter perdido valores não cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante até R$ 250 mil por CPF. A situação também alerta para a necessidade de acompanhar relatórios do Banco Central sobre instituições financeiras.
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