A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria um filtro de relevância para recursos especiais no STJ, permitindo que o tribunal selecione apenas casos de maior importância. A medida visa reduzir o volume de processos e acelerar a tramitação. O projeto segue para sanção presidencial.
A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 12 de dezembro de 2024, o Projeto de Lei 4.476/2024, que regulamenta o filtro de relevância para recursos especiais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Esse tipo de recurso é utilizado para questionar decisões de tribunais estaduais ou federais que envolvem leis federais infraconstitucionais. O projeto, de autoria do Senado, agora segue para sanção presidencial.
O filtro de relevância permite que o STJ selecione apenas os recursos que tratem de questões jurídicas de grande importância, como dissídios jurisprudenciais relevantes ou temas que possam gerar multiplicidade de processos. A ideia é que o tribunal não precise julgar todos os recursos especiais, mas apenas aqueles que realmente mereçam sua atenção, reduzindo o acúmulo de processos e acelerando a prestação jurisdicional.
Para o cidadão comum, a mudança pode significar que casos de menor relevância ou repetitivos terão mais dificuldade de chegar ao STJ, o que pode agilizar o julgamento de causas mais importantes. No entanto, é importante que as partes estejam atentas aos critérios de admissibilidade do recurso especial, pois a nova regra pode tornar mais rigorosa a possibilidade de recorrer ao STJ.
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