ViaDireito
Produtos & Serviços
Defenda-se Defenda-se Guia digital Curso OAB 1ª fase Curso OAB 1ª fase Curso online
admin_panel_settings
Sistema de gestão Em breve
language
Criação de site Em breve
search
newspaper Criminal calendar_today 28/07/2026 public cbn.globo.com visibility 1 visualizações

Caso Amarildo: policiais condenados por tortura e morte continuam na PM após prescrição de processo administrativo

Dois policiais militares condenados pela tortura e morte do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, em 2013, continuam na corporação. A Justiça do Rio extinguiu o processo administrativo contra eles por prescrição, o que impede a demissão. A decisão gera indignação e levanta dúvidas sobre a responsabilização de agentes públicos.

Caso Amarildo: policiais condenados por tortura e morte continuam na PM após prescrição de processo administrativo

O Caso Amarildo marcou o Rio de Janeiro em 2013, quando o ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza desapareceu após ser levado por policiais militares para a sede da UPP da Rocinha. Investigações posteriores revelaram que ele foi submetido a sessões de tortura que culminaram em sua morte. Em 2016, dois oficiais foram condenados criminalmente pelo crime, mas a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidiu, em 2026, extinguir o processo administrativo que poderia levar à expulsão dos policiais da corporação, devido à prescrição da punição administrativa.

A decisão baseou-se no fato de que o processo administrativo disciplinar não foi concluído dentro do prazo legal, que é de cinco anos para infrações graves. Com a prescrição, a administração pública perde o direito de aplicar a pena de demissão, mesmo que os policiais tenham sido condenados criminalmente. Isso significa que, apesar da condenação na esfera criminal, eles podem permanecer na ativa, recebendo salários e podendo até mesmo atuar em operações policiais. A situação expõe uma lacuna no sistema de responsabilização de agentes públicos, onde a morosidade dos processos administrativos pode beneficiar os acusados.

Para o cidadão comum, essa decisão enfraquece a confiança nas instituições e na justiça. Ela mostra que, mesmo em casos de crimes graves cometidos por policiais, a punição efetiva pode não ocorrer, especialmente quando há demora nos procedimentos internos. Isso pode desestimular denúncias de abusos e violência policial, pois as vítimas ou familiares podem sentir que não haverá consequências reais. Além disso, a permanência de policiais condenados por tortura na corporação representa um risco à segurança da população, especialmente em comunidades carentes.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você ou alguém próximo for vítima de violência policial ou testemunhar abusos:

  • Registre a ocorrência imediatamente — vá à delegacia mais próxima e faça um Boletim de Ocorrência (BO). Leve testemunhas, fotos ou vídeos, se possível.
  • Procure a Ouvidoria da Polícia — denuncie o caso à Ouvidoria da Polícia do seu estado, que pode investigar internamente e cobrar providências.
  • Busque apoio jurídico — entre em contato com a Defensoria Pública ou um advogado especializado em direitos humanos para orientação sobre como proceder.
  • Denuncie ao Ministério Público — o MP pode acompanhar o caso e garantir que as investigações sejam feitas de forma independente.
  • Mobilize a comunidade — organize-se com vizinhos e associações para pressionar por justiça e evitar que casos como o de Amarildo fiquem impunes.
open_in_new Leia a notícia completa em cbn.globo.com
#CasoAmarildo#PoliciaMilitar#Prescricao#DireitosHumanos#Tortura#Justica
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

Entenda seus direitos na prática

Veja guias práticos de Criminal para situações reais.

menu_book Ver guias de Criminal newspaper Mais notícias

Dúvidas ou sugestões?

Tem uma situação que não encontrou aqui? Quer sugerir um guia ou dar feedback? Adoramos ouvir.

location_on Brasil
schedule Respondemos em até 48 horas
shield Conteúdo 100% informativo e gratuito
business Para advogados: cadastre seu escritório