O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o último recurso do ex-jogador Robinho, que tentava evitar o cumprimento no Brasil da pena de 9 anos de prisão por estupro coletivo na Itália. A decisão confirma a transferência da pena e mantém Robinho preso. O caso reforça a cooperação internacional em crimes sexuais.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, o recurso do ex-jogador Robinho contra a decisão que homologou a sentença italiana e determinou o cumprimento da pena de 9 anos de prisão no Brasil. Robinho foi condenado na Itália por participação em um estupro coletivo em 2013. O ministro Luis Felipe Salomão, relator do caso, considerou o recurso inviável, encerrando as possibilidades de defesa no STJ.
A decisão baseia-se na Lei de Migração (Lei 13.445/2017) e em acordos internacionais de cooperação jurídica. O STJ entendeu que não há necessidade de revisão do mérito da condenação estrangeira, apenas a verificação de requisitos formais para a transferência da execução da pena. Isso significa que, uma vez homologada, a pena estrangeira pode ser cumprida no Brasil sem necessidade de novo julgamento.
Para o cidadão comum, o caso mostra que crimes cometidos no exterior podem ter consequências no Brasil, especialmente quando há tratados de cooperação. A decisão também reforça que condenações por crimes graves, como estupro, não ficam impunes mesmo que o condenado retorne ao país de origem. Isso aumenta a segurança jurídica e a sensação de justiça para vítimas de crimes transnacionais.
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