Kevin Marques, filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques, faturou R$ 27,7 milhões em dois anos de advocacia, sem atuar no STF. Ele afirma que os valores foram declarados à Receita Federal. O caso levanta discussões sobre ética e transparência na atuação de familiares de magistrados.
O filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, Kevin Marques, acumulou R$ 27,7 milhões em honorários advocatícios entre 2024 e 2026. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Kevin não atua como advogado no STF, mas sim em causas cíveis e empresariais em tribunais inferiores. Ele declarou que todos os valores foram informados à Receita Federal e que sua atuação é independente da carreira do pai.
Apesar de não haver ilegalidade aparente, o caso reacende o debate sobre conflito de interesses e nepotismo no Judiciário. A Constituição Federal e o Código de Ética da Magistratura vedam que juízes interfiram em causas de parentes, mas não proíbem que familiares exerçam a advocacia. No entanto, a magnitude dos valores levanta questionamentos sobre a influência indireta que o sobrenome pode exercer.
Para o cidadão comum, o caso serve como alerta sobre a importância da transparência no sistema judiciário. Embora a atuação de Kevin seja legal, a situação expõe a necessidade de regras mais rígidas para evitar privilégios. O cidadão deve acompanhar discussões sobre reformas éticas no Judiciário e cobrar maior fiscalização de possíveis conflitos de interesse.
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