A JiveMauá prevê que o número de recuperações judiciais no Brasil continuará em alta nos próximos dois anos, devido ao aperto financeiro das empresas. Isso pode afetar trabalhadores, fornecedores e consumidores, com possíveis demissões e renegociações de dívidas.
A recuperação judicial é um instrumento legal que permite a empresas em dificuldades financeiras renegociarem dívidas com credores, evitando a falência. Segundo Bruno Gomes, da JiveMauá, o número de pedidos deve permanecer recorde nos próximos 12 a 24 meses, refletindo o aperto no caixa das companhias brasileiras. A análise considera o cenário de crédito restrito e juros elevados.
Do ponto de vista jurídico, a Lei de Recuperação Judicial e Falências (Lei 11.101/2005) estabelece os procedimentos para que a empresa apresente um plano de pagamento aos credores, que pode incluir descontos e prazos maiores. O aumento de recuperações judiciais indica que muitas empresas estão próximas da insolvência, o que pode levar a execuções trabalhistas e cobranças judiciais.
Para o cidadão comum, o recorde de recuperações judiciais significa maior risco de demissões em massa, atrasos no pagamento de salários e benefícios, e possível desabastecimento de produtos ou serviços. Consumidores que adquiriram bens ou serviços de empresas em recuperação podem enfrentar dificuldades para obter garantias ou reembolsos.
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