O crédito consignado para trabalhadores do setor privado cresceu R$ 100 bilhões desde a flexibilização das regras, alcançando R$ 140 bilhões em julho. A disputa entre bancos e fintechs se intensifica, mas o cidadão precisa ficar atento às condições e riscos do endividamento.
O crédito consignado privado, modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento, atingiu R$ 140 bilhões em julho, um crescimento de R$ 100 bilhões desde que as novas regras foram implementadas. A flexibilização, promovida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central, ampliou o acesso a esse tipo de empréstimo para trabalhadores com carteira assinada, inclusive os do setor privado. A disputa entre bancos tradicionais e fintechs se acirra, com ofertas cada vez mais agressivas, mas é essencial que o consumidor compreenda os termos contratuais e os riscos do superendividamento.
As novas regras permitem que o consignado privado tenha taxas de juros mais baixas que as do crédito pessoal comum, pois o desconto em folha reduz o risco de inadimplência. No entanto, a margem consignável (percentual do salário que pode ser comprometido) é limitada a 35% do salário líquido, sendo 5% exclusivamente para despesas com cartão de crédito consignado. Apesar da vantagem, o consumidor deve avaliar se a dívida cabe no orçamento, pois o não pagamento pode levar à negativação do nome e a ações judiciais.
Para o cidadão comum, essa expansão significa mais opções de crédito com juros menores, mas também exige cautela. É fundamental comparar ofertas, ler atentamente o contrato e verificar se a instituição é autorizada pelo Banco Central. O endividamento excessivo pode comprometer o orçamento familiar e gerar consequências legais, como penhora de bens. Portanto, antes de contratar, é recomendável planejar-se e buscar orientação de um profissional de confiança.
Se você está considerando contratar um crédito consignado privado ou já possui um, siga estas orientações:
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