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newspaper Trabalhista calendar_today 09/08/2026 public g1.globo.com visibility 2 visualizações

Homem contratado como mensageiro e que trabalhava como coordenador será indenizado em R$ 300 mil

A Justiça do Trabalho condenou uma empresa a pagar R$ 300 mil a um funcionário que foi contratado como mensageiro, mas exercia função de coordenador. Ele foi demitido após se licenciar por diagnóstico de esquizofrenia. A decisão reconhece o desvio de função e a dispensa discriminatória.

Homem contratado como mensageiro e que trabalhava como coordenador será indenizado em R$ 300 mil

Um trabalhador do Ceará obteve na Justiça do Trabalho o direito a uma indenização de R$ 300 mil por ter sido vítima de desvio de função e de dispensa discriminatória. Contratado como mensageiro, ele na prática exercia as atribuições de coordenador, sem o devido registro e remuneração. A situação se agravou quando, após se licenciar por problemas de saúde relacionados à esquizofrenia, foi demitido pela empresa.

A decisão judicial reconheceu que o empregador cometeu abuso de direito ao dispensar o empregado em razão de sua condição de saúde, o que configura discriminação. Além disso, o desvio de função viola o princípio da isonomia e da função social do contrato, pois o trabalhador realizava atividades de maior complexidade sem a contraprestação adequada. A indenização por danos morais foi fixada considerando a gravidade da conduta e o caráter pedagógico da punição.

Para o cidadão comum, essa decisão reforça que o desvio de função é uma prática ilegal e que a demissão discriminatória de empregados com doenças graves é vedada. Qualquer trabalhador que se sinta lesado pode buscar a Justiça do Trabalho para garantir seus direitos. A decisão também serve de alerta para as empresas: respeitar o contrato de trabalho e a dignidade do empregado é obrigação legal, e o descumprimento pode gerar condenações significativas.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você está passando por situação semelhante ou quer se prevenir:

  • Guarde todos os documentos — contracheques, e-mails, mensagens e registros que comprovem as funções que você realmente exerce, mesmo que diferentes do seu cargo formal.
  • Registre tudo por escrito — se você for designado para tarefas de cargo superior, peça formalmente a retificação do seu contrato e anote as respostas da empresa.
  • Busque orientação jurídica — consulte um advogado trabalhista ou o sindicato da sua categoria para avaliar se há desvio de função e quais medidas tomar.
  • Denuncie discriminação — se você for demitido após afastamento por doença, procure o Ministério Público do Trabalho ou ajuíze ação trabalhista, pois a dispensa pode ser anulada.
  • Conheça seus direitos — informe-se sobre a legislação trabalhista e a jurisprudência, pois o conhecimento é a primeira ferramenta para se proteger.
open_in_new Leia a notícia completa em g1.globo.com
#DesvioDeFuncao#Discriminacao#Esquizofrenia#JusticaDoTrabalho#Indenizacao#DireitosTrabalhistas
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

Entenda seus direitos na prática

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