Um motorista deixou seu carro em uma concessionária para avaliação e, posteriormente, recebeu uma multa registrada a 43 quilômetros de distância, supostamente durante um teste realizado pela loja. O caso levanta questões sobre a responsabilidade pela infração, a identificação do condutor e o direito de ressarcimento do proprietário.
Um consumidor deixou seu veículo em uma concessionária para avaliação e, dias depois, foi surpreendido com uma multa de trânsito registrada a 43 quilômetros do estabelecimento, durante um suposto teste realizado pela loja. O caso, que ganhou repercussão, envolve a discussão sobre quem é o responsável pela infração: o proprietário do veículo ou a concessionária que estava com a posse do carro. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a responsabilidade pela infração recai sobre o condutor do veículo, mas, na prática, a notificação é enviada ao proprietário, que deve indicar quem estava dirigindo.
Nesse cenário, o proprietário pode contestar a multa, apresentando defesa prévia ou recurso, e deve reunir provas de que não estava no local no momento da infração, como testemunhas, comprovantes de localização ou registros de que o carro estava na concessionária. A concessionária, por sua vez, pode ser responsabilizada civilmente pelos danos causados, incluindo o pagamento da multa e eventuais pontos na CNH do proprietário, caso não identifique o condutor que realizou o teste. A jurisprudência tem entendido que quem detém a posse do veículo no momento da infração é o responsável, mas é fundamental que o proprietário notifique a concessionária formalmente e guarde todos os documentos.
Para o cidadão comum, esse caso serve de alerta: ao entregar o carro a terceiros, como concessionárias, oficinas ou até mesmo amigos, é essencial formalizar a entrega, registrar a quilometragem e as condições do veículo, e, se possível, exigir um documento de posse. Caso receba uma multa indevida, o proprietário deve agir rapidamente, apresentando a defesa dentro do prazo legal e buscando o ressarcimento dos valores pagos, além de evitar a transferência de pontos para sua CNH.
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