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newspaper Família calendar_today 07/07/2026 public jornaldebrasilia.com.br visibility 7 visualizações

2 a cada 3 mulheres atendidas por violência doméstica já tinham sofrido agressões anteriores

Dados do Atlas da Violência 2024 mostram que 2 em cada 3 mulheres atendidas por violência doméstica no Brasil já haviam sofrido agressões anteriores. O estudo, elaborado pelo Ipea, revela a reincidência e a gravidade do problema, indicando a necessidade de medidas mais eficazes de proteção.

2 a cada 3 mulheres atendidas por violência doméstica já tinham sofrido agressões anteriores

O Atlas da Violência 2024, estudo elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), revelou que, no Brasil, 2 a cada 3 mulheres atendidas por violência doméstica já haviam sofrido agressões anteriores. Os dados, relativos a registros de 2024, indicam que a reincidência é alta, mostrando que as medidas atuais de proteção, como as medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha, muitas vezes não são suficientes para interromper o ciclo de violência.

O estudo aponta que a violência doméstica contra a mulher persiste como um grave problema estrutural no país. Embora a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) tenha avançado na punição e proteção, a reincidência demonstra falhas na aplicação e no acompanhamento dos casos. A pesquisa também destaca a subnotificação e a dificuldade de acesso a serviços de apoio, especialmente em regiões mais carentes.

Para o cidadão comum, esses números reforçam a importância de denunciar qualquer sinal de violência doméstica e de apoiar as vítimas. A sociedade precisa estar atenta e cobrar do poder público a implementação efetiva de políticas de prevenção e acolhimento. A violência doméstica não é um problema privado, mas uma questão de saúde pública e direitos humanos que afeta toda a comunidade.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você estiver numa situação parecida ou quiser se proteger:

  • Denuncie imediatamente — Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar) em caso de emergência. A denúncia pode ser anônima.
  • Solicite medidas protetivas — Vá a uma Delegacia da Mulher ou ao Ministério Público para pedir afastamento do agressor, proibição de contato e outras medidas de urgência.
  • Busque apoio em redes de acolhimento — Procure a Casa da Mulher Brasileira, centros de referência ou ONGs especializadas que oferecem assistência jurídica, psicológica e social.
  • Mantenha um plano de segurança — Tenha documentos, dinheiro e um local seguro para onde ir em caso de fuga. Conte com pessoas de confiança.
  • Incentive a denúncia de reincidência — Se você conhece alguém que já sofreu violência e continua em risco, ajude-a a denunciar novamente e a reforçar as medidas protetivas.
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#ViolênciaDoméstica#LeiMariaDaPenha#AtlasDaViolência#Ipea#DireitosDasMulheres#Reincidência
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

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