Dados do Atlas da Violência 2024 mostram que 2 em cada 3 mulheres atendidas por violência doméstica no Brasil já haviam sofrido agressões anteriores. O estudo, elaborado pelo Ipea, revela a reincidência e a gravidade do problema, indicando a necessidade de medidas mais eficazes de proteção.
O Atlas da Violência 2024, estudo elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), revelou que, no Brasil, 2 a cada 3 mulheres atendidas por violência doméstica já haviam sofrido agressões anteriores. Os dados, relativos a registros de 2024, indicam que a reincidência é alta, mostrando que as medidas atuais de proteção, como as medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha, muitas vezes não são suficientes para interromper o ciclo de violência.
O estudo aponta que a violência doméstica contra a mulher persiste como um grave problema estrutural no país. Embora a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) tenha avançado na punição e proteção, a reincidência demonstra falhas na aplicação e no acompanhamento dos casos. A pesquisa também destaca a subnotificação e a dificuldade de acesso a serviços de apoio, especialmente em regiões mais carentes.
Para o cidadão comum, esses números reforçam a importância de denunciar qualquer sinal de violência doméstica e de apoiar as vítimas. A sociedade precisa estar atenta e cobrar do poder público a implementação efetiva de políticas de prevenção e acolhimento. A violência doméstica não é um problema privado, mas uma questão de saúde pública e direitos humanos que afeta toda a comunidade.
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