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newspaper Consumidor calendar_today 10/07/2026 public conjur.com.br visibility 2 visualizações

Banco tem o dever de coibir golpe da falsa central de atendimento

O Tribunal de Justiça da Bahia condenou um banco a restituir valores desviados e pagar indenização por danos morais a um cliente vítima do golpe da falsa central de atendimento. A decisão reforça que as instituições financeiras devem implementar mecanismos para detectar e evitar fraudes, protegendo os consumidores.

Banco tem o dever de coibir golpe da falsa central de atendimento

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) condenou uma instituição financeira a restituir os valores desviados e a indenizar por danos morais um cliente que foi vítima do golpe da falsa central de atendimento. No caso, o correntista recebeu uma ligação de supostos funcionários do banco e, induzido a erro, forneceu dados e autorizou transferências. A decisão judicial entendeu que o banco falhou em seu dever de segurança, previsto no Código de Defesa do Consumidor, ao não implementar sistemas eficazes para coibir esse tipo de fraude.

O tribunal destacou que as instituições financeiras têm a obrigação de adotar medidas de proteção contra golpes, como monitoramento de transações atípicas e confirmação adicional de contato. A ausência dessas medidas configura falha na prestação do serviço, gerando responsabilidade objetiva do banco. A decisão alinha-se à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já firmou entendimento de que as instituições financeiras respondem por fraudes praticadas por terceiros quando não demonstram ter tomado as cautelas necessárias.

Para o cidadão comum, essa decisão representa um importante precedente: os bancos não podem simplesmente alegar que o cliente foi vítima de engenharia social para se eximir de responsabilidade. Cabe às instituições financeiras investir em tecnologia e procedimentos que impeçam ou dificultem a ação de golpistas. O consumidor, por sua vez, deve redobrar a atenção com ligações e mensagens suspeitas, mas, se for vítima, pode buscar judicialmente a reparação dos danos.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você estiver numa situação parecida ou quiser se proteger:

  • Desconfie de ligações inesperadas — mesmo que o número pareça do banco, não forneça senhas, códigos ou dados pessoais. Desligue e ligue para o número oficial do banco.
  • Não clique em links suspeitos — evite acessar links enviados por SMS, e-mail ou WhatsApp que peçam atualização de dados ou confirmação de transações.
  • Ative notificações de transações — configure o aplicativo do banco para receber alertas de qualquer movimentação. Assim, você identifica rapidamente operações não autorizadas.
  • Registre um boletim de ocorrência — se for vítima de golpe, registre o fato na delegacia ou pela internet. Guarde protocolos e prints das conversas.
  • Exija seus direitos — entre em contato com o banco para pedir o estorno. Se não resolver, procure o Procon ou ajuíze ação no Juizado Especial Cível.
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#TJ-BA#golpe da falsa central#direito do consumidor#responsabilidade bancária#fraude financeira#indenização
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

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