Nos primeiros seis meses de 2026, o Brasil registrou mais de 9 milhões de indícios de fraudes financeiras, um aumento de 10,26% em relação ao período anterior. As novas regras do Banco Central, que ampliaram a obrigatoriedade de notificação, contribuíram para o crescimento dos registros. O cidadão deve redobrar a atenção com golpes e monitorar suas contas.
O Banco Central do Brasil divulgou que, nos primeiros seis meses de 2026, foram registrados mais de 9 milhões de indícios de fraudes financeiras, um aumento de 10,26% em relação ao mesmo período de 2025. As novas regras do BC, que passaram a exigir que instituições financeiras notifiquem tentativas de golpe mesmo quando não há perda financeira, explicam parte desse crescimento. Os dados incluem desde phishing e clonagem de cartão até fraudes em empréstimos e investimentos.
Com a Resolução BCB nº 345/2025, as instituições financeiras são obrigadas a reportar ao BC qualquer indício de fraude, independentemente do valor. Isso ampliou a base de dados e permitiu maior transparência. No entanto, o aumento também reflete a sofisticação dos golpes, como o uso de inteligência artificial para criar mensagens falsas e sites clonados. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também é frequentemente violada nesses crimes, com vazamento de informações pessoais.
Para o cidadão comum, o alerta é claro: nunca forneça dados bancários por telefone ou e-mail, desconfie de ofertas muito vantajosas e ative a autenticação em dois fatores em todas as contas. O BC recomenda verificar extratos com frequência e usar canais oficiais dos bancos. Em caso de suspeita, registre um boletim de ocorrência e comunique imediatamente a instituição financeira.
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