Juristas apontam que o uso excessivo do sigilo por órgãos públicos está distorcendo leis de proteção ao cidadão, tornando a transparência no Brasil preocupante. A reportagem da Gazeta do Povo destaca como mecanismos legais são usados para esconder informações em vez de garantir direitos.
Uma reportagem da Gazeta do Povo revela que leis criadas para proteger o cidadão, como a Lei de Acesso à Informação (LAI) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), estão sendo usadas por órgãos públicos para justificar o sigilo excessivo. Juristas ouvidos na matéria apontam que o uso desenfreado do sigilo torna o cenário da transparência no Brasil preocupante, com o poder público se blindando sob o pretexto de proteger dados pessoais ou informações sensíveis.
A distorção ocorre quando a administração pública aplica interpretações amplas das exceções previstas na LAI, como o sigilo fiscal, bancário ou industrial, para negar acesso a informações de interesse público. Além disso, a LGPD, que deveria proteger o cidadão, é invocada para ocultar atos administrativos, contrariando o princípio da transparência. Especialistas alertam que essa prática enfraquece o controle social e a fiscalização dos atos do governo.
Para o cidadão comum, o impacto é direto: fica mais difícil saber como o dinheiro público é gasto, quais decisões são tomadas e se há irregularidades. A falta de transparência prejudica a participação popular e a confiança nas instituições. É essencial que a sociedade cobre o cumprimento efetivo da LAI e denuncie abusos no uso do sigilo.
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