Desde janeiro de 2026, resolução do Contran exige placa e CNH para ciclomotores, inclusive elétricos. Em seis meses, mais de 2.300 veículos foram guinchados em São Paulo. Quem não se adequar pode ter o veículo apreendido e pagar multa.
Desde o início de 2026, uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) passou a exigir que todos os ciclomotores — incluindo modelos elétricos como bicicletas motorizadas e patinetes — tenham placa e exijam habilitação (CNH) do condutor. A medida visa regularizar a circulação desses veículos, que antes eram tratados como brinquedos ou equipamentos de lazer. Em São Paulo, a fiscalização resultou em mais de 2.300 guinchos nos primeiros seis meses de 2025, segundo dados da CET.
As novas regras equiparam os ciclomotores a motocicletas leves. O condutor precisa ter no mínimo 18 anos e possuir CNH na categoria A ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor). O veículo deve ser registrado no Detran, com placa e licenciamento anual. Quem for flagrado sem esses documentos está sujeito a multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e remoção do veículo ao pátio.
Para o cidadão comum, a principal mudança é que não é mais possível andar de bicicleta elétrica ou patinete motorizado sem documentação. Isso afeta principalmente entregadores, estudantes e trabalhadores que usam esses meios para se locomover. Além do custo do emplacamento (cerca de R$ 200), é preciso arcar com a taxa de licenciamento anual e, se não tiver CNH, fazer aulas e provas no Detran.
Se você tem um ciclomotor (elétrico ou a combustão) e quer circular legalmente:
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