As novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) reduziram o faturamento de autoescolas em até 70%, segundo empresários. As mudanças tornaram as aulas teóricas menos relevantes, impactando o modelo de negócios. Motoristas em formação podem ser afetados pela redução na oferta de serviços.
As recentes alterações nas normas para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) estão causando forte impacto nas autoescolas brasileiras. Em Cocal do Sul, Santa Catarina, o empresário Rafael Guollo, que atua no setor há 28 anos, relatou uma queda de 70% no faturamento de sua autoescola. A principal reclamação é que as novas regras tornaram as aulas teóricas praticamente inúteis, reduzindo a procura pelos serviços tradicionais.
As mudanças foram implementadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e incluem a possibilidade de realização de aulas teóricas de forma remota e a redução da carga horária obrigatória. Com isso, muitos candidatos optam por não frequentar as autoescolas, utilizando plataformas online ou estudando por conta própria. A medida visa modernizar o processo, mas tem gerado críticas de empresários que investiram em infraestrutura física.
Para o cidadão que deseja tirar a CNH, as novas regras podem representar mais flexibilidade e economia de tempo, mas também podem reduzir a qualidade do aprendizado prático. Além disso, a diminuição da receita das autoescolas pode levar ao fechamento de unidades, especialmente em cidades menores, dificultando o acesso aos serviços de formação de condutores.
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