O Senado aprovou o 'PIX pensão', que permite o pagamento da pensão alimentícia via PIX, com notificação automática ao credor. A medida visa reduzir atrasos e evitar a prisão por inadimplência, mas não elimina a possibilidade de prisão em caso de não pagamento.
O Senado Federal aprovou uma nova lei que institui o chamado 'PIX pensão', um sistema de pagamento de pensão alimentícia por meio do PIX, com notificação automática ao credor. A proposta, que agora segue para sanção presidencial, tem como objetivo agilizar os repasses e reduzir a inadimplência, que muitas vezes ocorre por esquecimento ou dificuldades operacionais. Segundo advogadas de Direito da Família ouvidas pela reportagem, a ferramenta pode facilitar a vida de quem paga e de quem recebe, mas não substitui a obrigação legal.
Apesar da novidade, a nova lei não acaba com a possibilidade de prisão civil por falta de pagamento da pensão. O devedor que não pagar continua sujeito à prisão, que pode ser decretada pelo juiz. O que muda é que, com o PIX pensão, o pagamento pode ser feito de forma mais rápida e com comprovação imediata, reduzindo alegações de atraso por problemas bancários. A lei também prevê que o valor seja debitado automaticamente da conta do devedor, se ele autorizar.
Para o cidadão comum, a principal vantagem é a praticidade: quem paga pensão pode usar o PIX para quitar o valor no dia do vencimento, sem precisar de boleto ou transferência manual. Quem recebe terá a notificação na hora, o que dá mais segurança. No entanto, é importante lembrar que a obrigação de pagar continua a mesma: o não pagamento pode levar à prisão, independentemente da forma de pagamento. A recomendação é manter o pagamento em dia e, se houver dificuldades, buscar a Justiça para revisão do valor.
Se você paga ou recebe pensão alimentícia, veja como se adaptar à nova lei:
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