O STJ comemorou a aprovação de uma emenda que cria o filtro de relevância, permitindo que o tribunal selecione quais recursos especiais julgará. A medida visa reduzir o volume de processos e dar mais celeridade à justiça. Para o cidadão, isso pode significar julgamentos mais rápidos de casos que realmente impactam a sociedade.
No dia 1º de julho, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o projeto de lei que institui o filtro de relevância no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A proposta, que altera o Código de Processo Civil, permite que o STJ selecione apenas os recursos especiais que tratem de questões jurídicas relevantes, deixando de lado aqueles que não tenham impacto social ou jurídico significativo. O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, celebrou a aprovação como um marco para a eficiência do tribunal.
O filtro de relevância funciona como uma peneira: o STJ analisará se o caso apresenta relevância jurídica, econômica, social ou política para ser julgado. Se não for considerado relevante, o recurso será devolvido ao tribunal de origem. A medida busca combater a sobrecarga de processos, já que o STJ recebe milhares de recursos anualmente, muitos dos quais tratam de questões repetitivas ou de interesse apenas das partes. A emenda aprovada no Senado ainda precisa ser votada na Câmara dos Deputados.
Para o cidadão comum, a mudança pode trazer benefícios práticos: processos que realmente importam para a sociedade — como questões sobre direito do consumidor, saúde pública ou meio ambiente — tendem a ser julgados mais rapidamente. Por outro lado, quem tiver um recurso considerado irrelevante pode ter que esperar mais tempo ou buscar outras vias judiciais. A medida não afeta ações trabalhistas, eleitorais ou militares, que têm tribunais próprios.
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