O STJ iniciou julgamento de recurso repetitivo sobre litigância predatória. O relator entendeu ser possível exigir que a parte apresente documentos que sustentem seus pedidos, para coibir abusos. O julgamento foi suspenso por pedido de vista.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar um recurso repetitivo que pode definir regras para combater a chamada litigância predatória — quando alguém entra com ações judiciais em massa, muitas vezes sem fundamento, para obter vantagens indevidas. O relator, ministro Paulo Sérgio Domingues, votou a favor de permitir que o juiz exija da parte a apresentação de documentos que comprovem os fatos alegados na petição inicial, antes mesmo de citar o réu.
Segundo o relator, essa exigência não viola o direito de ação, pois busca garantir a boa-fé processual e evitar o uso abusivo do Judiciário. O caso concreto envolve uma ação em que o autor pediu indenização por danos morais, mas se recusou a apresentar provas mínimas do alegado. O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Antonio Carlos Ferreira, que pediu mais tempo para analisar a questão.
Para o cidadão comum, a decisão pode significar que, ao entrar com uma ação, será necessário apresentar desde o início documentos que sustentem o pedido. Isso pode desestimular demandas infundadas e tornar o processo mais rápido e justo para todos. Por outro lado, quem tem um direito legítimo não precisa se preocupar, desde que tenha provas mínimas do que alega.
Se você estiver pensando em entrar com uma ação judicial ou quiser se proteger de litigância predatória:
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