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newspaper Geral calendar_today 04/08/2026 public www1.folha.uol.com.br visibility 1 visualizações

Lei Maria da Penha não mudou mentalidade dos homens, diz redatora do anteprojeto

A jurista Leila Barsted, que coordenou o grupo que redigiu o anteprojeto da Lei Maria da Penha em 2002, afirma que a lei trouxe proteção às mulheres, mas não mudou a mentalidade dos homens. A declaração foi feita em entrevista à Folha, destacando que a violência doméstica persiste apesar dos avanços legais.

Lei Maria da Penha não mudou mentalidade dos homens, diz redatora do anteprojeto

A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, é considerada um marco no combate à violência doméstica no Brasil. No entanto, a jurista Leila Barsted, que coordenou o grupo responsável pelo anteprojeto da lei em 2002, alerta que a legislação não foi suficiente para transformar a cultura machista. Em entrevista à Folha, ela destacou que a lei trouxe mecanismos de proteção, mas a mentalidade dos agressores permanece inalterada, o que explica a persistência dos altos índices de violência.

Barsted ressalta que a lei criou medidas como as medidas protetivas de urgência e a criação de juizados especializados, mas a efetividade depende de uma mudança social mais ampla. Ela aponta que a impunidade e a banalização da violência ainda são obstáculos. A jurista defende que é necessário investir em educação e em políticas públicas que atinjam a raiz do problema, envolvendo homens e mulheres em um processo de conscientização.

Para o cidadão comum, a declaração reforça que a lei é uma ferramenta importante, mas não resolve tudo. É fundamental que a sociedade se mobilize para denunciar casos de violência, apoiar as vítimas e cobrar das autoridades a aplicação efetiva da lei. A mudança de comportamento é um dever de todos, e a proteção legal deve vir acompanhada de uma transformação cultural.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência doméstica, ou se deseja contribuir para a prevenção:

  • Denuncie — Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar) em caso de emergência. A denúncia pode ser anônima.
  • Busque ajuda especializada — Procure a Delegacia da Mulher (DEAM) mais próxima ou o Ministério Público para solicitar medidas protetivas de urgência.
  • Preserve provas — Guarde mensagens, fotos, laudos médicos e registros de agressões, pois são essenciais para o processo judicial.
  • Compartilhe informações — Divulgue campanhas de conscientização e participe de grupos de apoio à causa, ajudando a desconstruir a cultura de violência.
  • Eduque as próximas gerações — Converse com crianças e jovens sobre respeito e igualdade de gênero, pois a prevenção começa na educação.
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#LeiMariaDaPenha#ViolenciaDomestica#LeilaBarsted#DireitosDaMulher#PoliticasPublicas#Conscientizacao
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

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