A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o fato de o pai estar preso não o isenta de pagar pensão alimentícia para filho menor. A decisão reforça que a obrigação de pagar alimentos persiste, mesmo diante da prisão, e que a impossibilidade financeira deve ser comprovada.
Em decisão recente, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que a prisão do alimentante não o exime do dever de pagar pensão alimentícia a filho menor. No caso analisado, o pai, que estava preso, teve o pedido de exoneração da pensão negado em primeira instância, mas o tribunal de origem acolheu o argumento de que a prisão o impedia de trabalhar e, portanto, de pagar os alimentos. A Terceira Turma, no entanto, reformou essa decisão, entendendo que a obrigação alimentar decorre do vínculo de parentesco e da necessidade do alimentando, e que a prisão, por si só, não é motivo para extinguir essa obrigação.
A decisão do STJ reforça que a impossibilidade de pagar deve ser comprovada, não bastando a alegação de prisão. O colegiado destacou que a prisão não é causa automática de exoneração da pensão, e que o alimentante deve demonstrar, de forma concreta, que não possui meios para arcar com o valor estipulado. Além disso, a decisão ressalta que a pensão alimentícia visa garantir a subsistência do menor, e que a responsabilidade parental não é suspensa pela prisão. O STJ também considerou que, mesmo preso, o alimentante pode ter renda proveniente de trabalho no sistema prisional ou de outras fontes, como aluguéis ou investimentos.
Para o cidadão comum, essa decisão é relevante porque esclarece que a prisão não é uma 'carta de alforria' para o pagamento de pensão. Pais que estão presos continuam obrigados a contribuir para o sustento dos filhos, e a falta de pagamento pode gerar consequências legais, como a prisão civil por dívida alimentar. Por outro lado, a decisão também protege o direito da criança e do adolescente de receber alimentos, garantindo que a necessidade do menor prevaleça sobre as dificuldades do alimentante. É importante que os responsáveis busquem orientação jurídica para entender como proceder em casos semelhantes, seja para cobrar a pensão ou para comprovar a impossibilidade de pagamento.
Se você está em uma situação parecida, veja o que pode fazer:
Veja guias práticos de Família para situações reais.
Tem uma situação que não encontrou aqui? Quer sugerir um guia ou dar feedback? Adoramos ouvir.
Este site usa cookies para análise de visitas. As informações publicadas têm finalidade exclusivamente informativa e não constituem consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registado na OAB para seu caso específico.
Digite para buscar entre 32 situações jurídicas