Vícios contratuais que geram benefícios econômicos para empresas estatais configuram falha de governança, exigindo transparência e controle. A situação pode impactar a eficiência dos serviços públicos e a confiança do cidadão na gestão das estatais.
Quando uma empresa estatal se aproveita economicamente de vícios contratuais, o problema deixa de ser meramente contratual e atinge a governança corporativa da instituição. Isso ocorre porque a estatal, ao invés de buscar a correção do vício, passa a lucrar com ele, o que fere os princípios de transparência, integridade e responsabilidade que devem nortear a administração pública. A situação foi discutida em artigo publicado no ConJur, que alerta para a necessidade de mecanismos de controle mais rígidos.
Do ponto de vista legal, a exploração de vícios contratuais por estatais pode configurar desvio de finalidade e abuso de direito, além de violar a Lei das Estatais (Lei 13.303/2016). A governança exige que a estatal atue com eficiência e probidade, e o aproveitamento de falhas contratuais para obter vantagem econômica contraria esses deveres. A situação também pode gerar responsabilização dos gestores por ato de improbidade administrativa.
Para o cidadão, isso significa que os serviços prestados por estatais podem ser menos eficientes, já que os recursos obtidos por meio de vícios contratuais não são revertidos em melhorias. Além disso, a confiança na gestão pública é abalada. É importante que a sociedade fiscalize as estatais e cobre transparência na gestão dos contratos.
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