O número de empresas em recuperação judicial no Brasil chegou a 7.980 em junho, alta de 21,2% em 12 meses, impulsionado pelos juros altos. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado no segundo trimestre, o recorde reflete a crise financeira de muitas empresas. Para o cidadão, isso pode significar atrasos em pagamentos, demissões e aumento da inadimplência.
O Brasil registrou um novo recorde no número de empresas em recuperação judicial: 7.980 em junho, segundo o Monitor RGF Bizd. Isso representa um aumento de 21,2% em 12 meses e de 8% no primeiro semestre de 2026. O principal motivo apontado é a alta taxa de juros, que encarece o crédito e dificulta a reestruturação das dívidas. A recuperação judicial é um mecanismo legal previsto na Lei 11.101/2005 para empresas que não conseguem pagar suas dívidas, mas que podem se reorganizar para evitar a falência.
O estudo mostra que, apesar da desaceleração no segundo trimestre, o número de pedidos continua alto. Setores como comércio e serviços são os mais afetados, pois dependem de crédito para manter o fluxo de caixa. A recuperação judicial permite que a empresa negocie com credores e tenha prazo para pagar, mas também pode levar a demissões e redução de investimentos. Para os credores, isso significa atrasos nos recebimentos e possíveis perdas.
Para o cidadão comum, o aumento da recuperação judicial pode ter impactos diretos: se você é funcionário de uma empresa nessa situação, pode haver atrasos salariais ou demissões. Se é consumidor, pode enfrentar problemas com serviços contratados, como planos de saúde ou escolas. Além disso, a crise das empresas pode gerar aumento do desemprego e da inadimplência, afetando a economia como um todo.
Se você trabalha em uma empresa que entrou em recuperação judicial ou é credor, veja algumas orientações:
Veja guias práticos de Empresarial para situações reais.
Tem uma situação que não encontrou aqui? Quer sugerir um guia ou dar feedback? Adoramos ouvir.
Este site usa cookies para análise de visitas. As informações publicadas têm finalidade exclusivamente informativa e não constituem consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registado na OAB para seu caso específico.
Digite para buscar entre 32 situações jurídicas