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newspaper Família calendar_today 05/08/2026 public conjur.com.br visibility 1 visualizações

Violência patrimonial: processo pode se tornar instrumento de perseguição

A violência doméstica não termina com o fim do relacionamento; muitas vezes, ela se transforma em violência patrimonial, quando o agressor usa o processo judicial para continuar perseguindo a vítima. O artigo do ConJur alerta para esse abuso do sistema de Justiça e discute como a lei pode ser usada para proteger ou para oprimir.

Violência patrimonial: processo pode se tornar instrumento de perseguição

A violência doméstica não se limita a agressões físicas ou psicológicas durante o relacionamento. Com o término, ela pode assumir novas formas, como a violência patrimonial, que envolve controle, destruição ou retenção de bens, documentos e valores. Nesse cenário, o agressor muitas vezes utiliza o processo judicial como arma, transformando o que deveria ser um instrumento de proteção em uma ferramenta de perseguição contínua contra a vítima.

O artigo do ConJur destaca que, em muitos casos, o agressor ingressa com ações judiciais infundadas, como disputas de bens, cobranças ou até mesmo acusações falsas, com o objetivo de manter contato, causar danos emocionais e financeiros, e desgastar a vítima. Essa prática, conhecida como litigância de má-fé, é vedada pelo Código de Processo Civil, que prevê punições como multas e indenizações. No entanto, a lentidão da Justiça e a falta de conhecimento das vítimas sobre seus direitos muitas vezes permitem que essa tática se prolongue.

Para o cidadão comum, essa realidade é alarmante: a vítima de violência doméstica pode se ver enredada em um ciclo de processos que a mantém sob controle do agressor, mesmo após a separação. É fundamental que as vítimas conheçam seus direitos e busquem apoio jurídico especializado, pois a lei oferece mecanismos para coibir esse abuso, como a aplicação de multas por litigância de má-fé e a possibilidade de responsabilização civil e criminal do agressor.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você está passando por uma situação parecida ou quer se proteger:

  • Documente tudo — guarde provas de ameaças, mensagens, e-mails e registros de qualquer ato que configure violência patrimonial, como destruição de bens ou retenção de documentos.
  • Procure a Delegacia da Mulher — registre um boletim de ocorrência e, se necessário, solicite medidas protetivas de urgência, que podem incluir a proibição de contato e a restituição de bens.
  • Busque um advogado ou a Defensoria Pública — um profissional pode orientar sobre como reagir a processos abusivos e como denunciar a litigância de má-fé.
  • Informe o juiz sobre a violência — em qualquer processo, comunique ao magistrado que você é vítima de violência doméstica e que as ações judiciais fazem parte de um padrão de perseguição.
  • Denuncie à OAB — se o advogado da parte contrária estiver agindo de má-fé, você pode representar contra ele junto à Ordem dos Advogados do Brasil.
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#violência patrimonial#violência doméstica#litigância de má-fé#medidas protetivas#direito de família#ConJur
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

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