A plataforma Airbnb removeu mais de mil anúncios de imóveis enquadrados como moradias populares em São Paulo, após a entrada em vigor de uma lei municipal que proíbe o aluguel de curto prazo para esse tipo de habitação. A medida visa combater a escassez de moradias e a especulação imobiliária, mas afeta locadores e locatários que utilizavam a plataforma para renda extra ou hospedagem.
A plataforma Airbnb removeu mais de mil anúncios de imóveis classificados como moradias populares na cidade de São Paulo, em cumprimento à Lei Municipal nº 17.955/2023, que proíbe o aluguel de curto prazo para esse tipo de habitação. A legislação, sancionada em 2023, tem como objetivo preservar o estoque de moradias destinadas à população de baixa renda e evitar que unidades do programa habitacional sejam desviadas para o turismo ou hospedagem temporária.
A decisão da empresa afeta diretamente proprietários que utilizavam a plataforma para obter renda extra e também inquilinos que dependiam de estadias curtas. A lei estabelece que imóveis enquadrados como habitação de interesse social (HIS) ou moradia econômica não podem ser alugados por períodos inferiores a 30 dias, sob pena de multa e outras sanções. A fiscalização cabe à Prefeitura, que pode notificar a plataforma para remover anúncios irregulares.
Para o cidadão comum, a medida significa que quem aluga ou oferece imóveis populares em plataformas digitais precisa se adequar à nova regra, sob risco de penalidades. Por outro lado, a lei busca garantir que essas moradias cumpram sua função social, priorizando o uso residencial permanente. Quem utiliza o Airbnb como hóspede também deve verificar se o imóvel é regular, pois a estadia em local irregular pode gerar transtornos.
Se você é proprietário ou locatário de imóvel popular em São Paulo e utiliza plataformas de aluguel por temporada:
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